terça-feira, 26 de abril de 2011

Sabedoria


Quem vive no vazio
E do vazio se alimenta
No vazio se consome e
Com o vazio se contenta.

Quem pensa que sabe tudo
Que nada tem a saber
Do vazio torna-se cheio,
Ensimesmado pelo poder.

Quem, sensato, vive seus dias
Em busca de sabedoria
Sente-se pleno de vida
E lamenta uma existência vazia.

(Ênio César de Moraes) 

sábado, 26 de março de 2011

Palavras do Dia















O dia sorriu e me disse,
Com ar de criança faceira,
Que curtisse a meninice
E vivesse sem eira nem beira.

Disse também que a vida,
Como o poeta nos diz,
Não tem de ser assim tão sofrida,
Que há pouco tempo para ser feliz.

O dia me disse em segredo
Que todo dia é igual
De noite e de manhã cedo
Apesar do bem e do mal;

Que em cada dia se tem
O aceno da felicidade,
Que só é visto por quem
Se ama de verdade.

(Ênio César de Moraes) 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Obrigado por existir!

Ainda bem que, assim como há quem sente prazer em estragar, gratuitamente, nosso dia, há aqueles cuja existência, em si, nos enaltece. (Ênio César de Moraes)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Casamento

Onde se lia “eu”, leia-se nós;
Onde se lia “sonho”, leia-se história;
Onde se lia “agora”, leia-se sempre.

(Ênio César de Moraes) 

domingo, 9 de janeiro de 2011

O passado

Não se pode mudar o passado,
Mas pode-se dar a ele novo significado.

(Ênio César de Moraes) 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

(Dez) encontros













QNL 10, Bloco C.

O encontro estava marcado
Mas demorei, cheguei atrasado.
O destino — ah! coitado! —
Por dezesseis anos adiado.

O descompasso estava à vista:
Ele, árcade; ela, modernista;
Ele, no parque; ela, na pista;
Ela, decidida; ele, artista.

Os caminhos se cruzaram...
Se viram, mas não se notaram.
Quando, por acaso, se encontraram,
Sorriram, sonharam, amaram.

Dez anos de conquista e alegria.
Juntos, enamorados — quem diria?! —
Escrevem uma história, dia a dia,
De amor, em prosa e poesia.

(Ênio César de Moraes) 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Relatividade

Quantas verdades mentirosas,
Quantas mentiras verdadeiras,
Quantas meias verdades,
Quantas mentiras inteiras!
Sempre por causas nobres,
— As nossas causas!
Gente que mente,
Mente que nem sente.
Que mente...
Quem mente?
Depende!

(Ênio César de Moraes)