Tenho segredos...
Mas quem não os tem?
Daqueles que guardamos bem escondidinhos,
Que não revelamos a ninguém?!
Uns bobos,
Outros comprometedores,
A serviço do mal e do bem!
Que nos fazem poderosos,
Que despertam fantasias,
Que mudariam, por um segundo, a vida de alguém;
Que, desconhecidos, são irrelevantes;
Cuja possibilidade de revelação assombra, porém;
Que nos tiram o sossego e o sono,
Que nos levam de algozes a reféns...
Conto-lhe um segredo,
Em sinal de confiança — veja bem!
Tenho, sim, segredos...
Mas, afinal, quem não os tem?!
(Ênio César de Moraes)
terça-feira, 10 de novembro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
Apelo
Aquece-me com teu calor,
Sinto frio.
Acalenta-me o coração
Com teu olhar,
Com tua palavra,
Com teu toque,
Com tua alma,
Com teu ser.
Faz-me uma pessoa melhor,
Menos egoísta,
Mais justa
E menos só.
(Ênio César de Moraes)
Sinto frio.
Acalenta-me o coração
Com teu olhar,
Com tua palavra,
Com teu toque,
Com tua alma,
Com teu ser.
Faz-me uma pessoa melhor,
Menos egoísta,
Mais justa
E menos só.
(Ênio César de Moraes)
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Crescer dói
Um chorinho dorido, magoado, inocente
Pleno de sinceridade
Parte corações, solidariamente chorosos,
Pejados das dores — inevitáveis — do mundo.
Lágrimas imaculadas
De um ser indefeso
Que conhece, inesperadamente, o medo
Enternecem crianças crescidas
Que, com as agruras da vida,
Engolem o choro em segredo;
Que, ensimesmadas, vivenciaram a dor de crescer.
(Ênio César de Moraes)
Pleno de sinceridade
Parte corações, solidariamente chorosos,
Pejados das dores — inevitáveis — do mundo.
Lágrimas imaculadas
De um ser indefeso
Que conhece, inesperadamente, o medo
Enternecem crianças crescidas
Que, com as agruras da vida,
Engolem o choro em segredo;
Que, ensimesmadas, vivenciaram a dor de crescer.
(Ênio César de Moraes)
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Amar, verbo pronominal
Eu me amo,
Tu te amas,
Ele se ama.
Assim nos amamos,
Assim, somos felizes!
Amo-te porque me amo,
Alegro-me com a tua alegria.
Por isso, peço-te: Ama-te-me!
(Ênio César de Moraes)
Tu te amas,
Ele se ama.
Assim nos amamos,
Assim, somos felizes!
Amo-te porque me amo,
Alegro-me com a tua alegria.
Por isso, peço-te: Ama-te-me!
(Ênio César de Moraes)
domingo, 17 de maio de 2009
Irregularidade
Sonhos vêm, sonhos vão.
O tempo, implacável, passa,
E as pessoas, olhando para o futuro,
Não veem o presente virar passado
E anseiam por um tempo que já não têm.
Com olhos que já não leem, creem, mesmo sem ver,
No que não vem, no que já não pode vir.
(Ênio César de Moraes)
O tempo, implacável, passa,
E as pessoas, olhando para o futuro,
Não veem o presente virar passado
E anseiam por um tempo que já não têm.
Com olhos que já não leem, creem, mesmo sem ver,
No que não vem, no que já não pode vir.
(Ênio César de Moraes)
domingo, 12 de abril de 2009
Feitos um para o outro
Para Luciana e Bruno
“A distância não existe pra quem ama”,
Diz o verso da canção.
E assim o é para nosso casal:
Noite em um flat de “sampa”,
Noite em um apartamento de Brasília,
Noite no oceano abissal;
Luzes, notebooks e corações ligados.
Para eles, não importa, é sempre dia.
Bendita sinérese cibernética do hiato espaço-temporal!
Notívagos, têm na escuridão, na solitude
E quase-silêncio merencórios da noite
Inspiração,
Para o trabalho, para o amor, para o viver.
"O Sol e a Lua", dizem uns.
Em um permanente eclipse solar? Pode ser!
E, apesar dos tantos desencontros pela vida,
Ilustram a arte do encontro.
Sabem-se um do outro, sempre.
(Ênio César de Moraes)
“A distância não existe pra quem ama”,
Diz o verso da canção.
E assim o é para nosso casal:
Noite em um flat de “sampa”,
Noite em um apartamento de Brasília,
Noite no oceano abissal;
Luzes, notebooks e corações ligados.
Para eles, não importa, é sempre dia.
Bendita sinérese cibernética do hiato espaço-temporal!
Notívagos, têm na escuridão, na solitude
E quase-silêncio merencórios da noite
Inspiração,
Para o trabalho, para o amor, para o viver.
"O Sol e a Lua", dizem uns.
Em um permanente eclipse solar? Pode ser!
E, apesar dos tantos desencontros pela vida,
Ilustram a arte do encontro.
Sabem-se um do outro, sempre.
(Ênio César de Moraes)
sexta-feira, 6 de março de 2009
Ecos da guerra
De repente, no silêncio ouve-se um grito
Estrídulo, desolado, assustador.
Vozes, gemidos do povo aflito,
Personagem de um filme de terror.
Num instante, faz-se feio o bonito,
No peito nu, rumoreja o estertor.
A esperança perde-se no infinito,
O agora é solidão e desamor.
O humano vira um bicho de repente,
Num gesto de completa insanidade
Transforma vida e progresso em lixo.
O sangue banha a terra lentamente...
O bem, vencido, entrega-se à maldade,
A inteligência sucumbe ao capricho.
(Ênio César de Moraes)
Estrídulo, desolado, assustador.
Vozes, gemidos do povo aflito,
Personagem de um filme de terror.
Num instante, faz-se feio o bonito,
No peito nu, rumoreja o estertor.
A esperança perde-se no infinito,
O agora é solidão e desamor.
O humano vira um bicho de repente,
Num gesto de completa insanidade
Transforma vida e progresso em lixo.
O sangue banha a terra lentamente...
O bem, vencido, entrega-se à maldade,
A inteligência sucumbe ao capricho.
(Ênio César de Moraes)
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