Um chorinho dorido, magoado, inocente
Pleno de sinceridade
Parte corações, solidariamente chorosos,
Pejados das dores — inevitáveis — do mundo.
Lágrimas imaculadas
De um ser indefeso
Que conhece, inesperadamente, o medo
Enternecem crianças crescidas
Que, com as agruras da vida,
Engolem o choro em segredo;
Que, ensimesmadas, vivenciaram a dor de crescer.
(Ênio César de Moraes)
segunda-feira, 20 de julho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Amar, verbo pronominal
Eu me amo,
Tu te amas,
Ele se ama.
Assim nos amamos,
Assim, somos felizes!
Amo-te porque me amo,
Alegro-me com a tua alegria.
Por isso, peço-te: Ama-te-me!
(Ênio César de Moraes)
Tu te amas,
Ele se ama.
Assim nos amamos,
Assim, somos felizes!
Amo-te porque me amo,
Alegro-me com a tua alegria.
Por isso, peço-te: Ama-te-me!
(Ênio César de Moraes)
domingo, 17 de maio de 2009
Irregularidade
Sonhos vêm, sonhos vão.
O tempo, implacável, passa,
E as pessoas, olhando para o futuro,
Não veem o presente virar passado
E anseiam por um tempo que já não têm.
Com olhos que já não leem, creem, mesmo sem ver,
No que não vem, no que já não pode vir.
(Ênio César de Moraes)
O tempo, implacável, passa,
E as pessoas, olhando para o futuro,
Não veem o presente virar passado
E anseiam por um tempo que já não têm.
Com olhos que já não leem, creem, mesmo sem ver,
No que não vem, no que já não pode vir.
(Ênio César de Moraes)
domingo, 12 de abril de 2009
Feitos um para o outro
Para Luciana e Bruno
“A distância não existe pra quem ama”,
Diz o verso da canção.
E assim o é para nosso casal:
Noite em um flat de “sampa”,
Noite em um apartamento de Brasília,
Noite no oceano abissal;
Luzes, notebooks e corações ligados.
Para eles, não importa, é sempre dia.
Bendita sinérese cibernética do hiato espaço-temporal!
Notívagos, têm na escuridão, na solitude
E quase-silêncio merencórios da noite
Inspiração,
Para o trabalho, para o amor, para o viver.
"O Sol e a Lua", dizem uns.
Em um permanente eclipse solar? Pode ser!
E, apesar dos tantos desencontros pela vida,
Ilustram a arte do encontro.
Sabem-se um do outro, sempre.
(Ênio César de Moraes)
“A distância não existe pra quem ama”,
Diz o verso da canção.
E assim o é para nosso casal:
Noite em um flat de “sampa”,
Noite em um apartamento de Brasília,
Noite no oceano abissal;
Luzes, notebooks e corações ligados.
Para eles, não importa, é sempre dia.
Bendita sinérese cibernética do hiato espaço-temporal!
Notívagos, têm na escuridão, na solitude
E quase-silêncio merencórios da noite
Inspiração,
Para o trabalho, para o amor, para o viver.
"O Sol e a Lua", dizem uns.
Em um permanente eclipse solar? Pode ser!
E, apesar dos tantos desencontros pela vida,
Ilustram a arte do encontro.
Sabem-se um do outro, sempre.
(Ênio César de Moraes)
sexta-feira, 6 de março de 2009
Ecos da guerra
De repente, no silêncio ouve-se um grito
Estrídulo, desolado, assustador.
Vozes, gemidos do povo aflito,
Personagem de um filme de terror.
Num instante, faz-se feio o bonito,
No peito nu, rumoreja o estertor.
A esperança perde-se no infinito,
O agora é solidão e desamor.
O humano vira um bicho de repente,
Num gesto de completa insanidade
Transforma vida e progresso em lixo.
O sangue banha a terra lentamente...
O bem, vencido, entrega-se à maldade,
A inteligência sucumbe ao capricho.
(Ênio César de Moraes)
Estrídulo, desolado, assustador.
Vozes, gemidos do povo aflito,
Personagem de um filme de terror.
Num instante, faz-se feio o bonito,
No peito nu, rumoreja o estertor.
A esperança perde-se no infinito,
O agora é solidão e desamor.
O humano vira um bicho de repente,
Num gesto de completa insanidade
Transforma vida e progresso em lixo.
O sangue banha a terra lentamente...
O bem, vencido, entrega-se à maldade,
A inteligência sucumbe ao capricho.
(Ênio César de Moraes)
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Sem vo-ser
Faz frio lá fora,
Por que ir embora?
Por que ir agora?
Não vá; fique!
Estou tão só!
Não me deixe...
Sem você, o que há de ser?
O que há do meu s r?
Se...
S...
Não me deixe!
(Ênio César de Moraes)
Por que ir embora?
Por que ir agora?
Não vá; fique!
Estou tão só!
Não me deixe...
Sem você, o que há de ser?
O que há do meu s r?
Se...
S...
Não me deixe!
(Ênio César de Moraes)
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Ao ocaso
O espetáculo do pôr-do-sol na Praia do Jacaré, em João Pessoa
O Sol, descendo, deslizando,
Desaparecendo, lenta e suavemente, no horizonte.
No céu, nuanças, refletidas nas águas mansas do rio Paraíba,
Libertam a imaginação,
Despertam crianças.
Um caleidoscópio!
Uma pintura da mãe Natureza, que,
Ao som do Bolero de Ravel, embala o dia
E cobre-o com o manto escuro da noite.
Perfeito exemplo de sinestesia!
Clima de romance,
Momento transcendental.
Paz, serenidade, reflexão.
Felicidade ímpar.
Silêncio.
Lembrança!
(Ênio César de Moraes)
O Sol, descendo, deslizando,
Desaparecendo, lenta e suavemente, no horizonte.
No céu, nuanças, refletidas nas águas mansas do rio Paraíba,
Libertam a imaginação,
Despertam crianças.
Um caleidoscópio!
Uma pintura da mãe Natureza, que,
Ao som do Bolero de Ravel, embala o dia
E cobre-o com o manto escuro da noite.
Perfeito exemplo de sinestesia!
Clima de romance,
Momento transcendental.
Paz, serenidade, reflexão.
Felicidade ímpar.
Silêncio.
Lembrança!
(Ênio César de Moraes)
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