sábado, 28 de março de 2020

BEM MAIOR

Não é sobre a viagem
que você deixará de fazer:
é sobre o peso da bagagem

que NÓS teremos de suster.

Não é sobre o seu jeito
de fazer o que bem entende:
é sobre o NOSSO direito,
que você ignora ou não compreende!

Não é sobre a sua condição,
o seu bem-estar, a sua vontade:
é sobre a NOSSA comunhão,
o NOSSO futuro, a NOSSA humanidade.

(Ênio César de Moraes)

domingo, 17 de junho de 2018

DE TUDO...

Para a vida, não há receita:
Viver é uma eterna aventura!
Ora, maravilhosa, perfeita;
Ora, severa, seca, dura.

Eu vivo, do princípio ao fim,
Em permanente estado de graça:
Tiro de tudo o bom e o ruim,
Com a consciência de que tudo passa.

(Ênio César de Moraes)

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Desafios poéticos

DESAFIOS POÉTICOS

"Isso dá um poema!"
"Duvido de que você faça!"
Está instalado o dilema...
Ele há de sair... suave ou na raça!

Vale ressaltar, a bem da verdade,
Que, como o Manoel dizia,
É só dar asa à criatividade...
Tudo é matéria de poesia!

É só dar voz à criança
Que reina em todo poeta:
A rima com o verso dança,
A Vida com a Arte flerta!

(Ênio César de Moraes)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

domingo, 19 de maio de 2013


Arte poética

A rima é pobre,
Mas o verso é rico.
A causa é nobre,
O caminho, oblíquo.

O verso é livre,
Como o pensamento:
Então, não o crive.
Sem comedimento!

Palavras não raras,
Ideias preciosas:
Perspectivas claras,
Vidas mais ditosas!

(Ênio César de Moraes)

domingo, 28 de abril de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

A casa do conhecimento


Abram-se as portas,
Abram-se as janelas
Da casa do conhecimento.

Ide, coisas mortas!
Vinde, coisas belas!
Valei-me, discernimento!

Com a humildade de quem adentra,
Com a intuição de quem navega,
Com a sagacidade de quem profliga,

Perscruta,  reflete, concentra...
(Evita a confiança cega!)
Sê tijolo, sê cimento, sê liga!

(Ênio César de Moraes)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

sábado, 24 de novembro de 2012

A arte de amar


"Eu te amo!"
Tão fácil dizer,
Tão difícil viver!
Amar não é deixar de ser para ter,
Nem tampouco deixar de sonhar; sofrer.
Amar é sublimar, é transcender,
É doar, é querer-pertencer!
Amor não é jogo de poder,
Não admite ganhar nem perder.
Amar é sobrelevar o saber,
É, a um tempo, sobre e superviver!

(Ênio César de Moraes)

sexta-feira, 6 de julho de 2012












Misteriosa

És bela, és graciosa,
Tens força, coragem e poder;
És divinamente amorosa,
Tens a alegria de ser.

És angelical, és formosa,
Tens sede de sorrir e viver;
És estrada sinuosa,
Despertas desejo e prazer.

És única, és maravilhosa,
Tens um encanto qualquer;
És enigmática, és caprichosa,
És misteriosamente mulher!

(Ênio César de Moraes) 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Amar


Amar é...
Ver-se no outro,
Sentir-se no outro
Ter-se no outro,
Saber-se do outro,
Inteirar-se no outro
E torcer para ser o outro
Do seu outro!

(Ênio César de Moraes)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Modorra














Tarde morna e modorrenta
De uma quinta-feira qualquer...
A hora passa, lenta, lenta,
Não se perde um segundo sequer.

Em vão, a mente sonolenta
Cumpre, automática, o que é mister;
Em transe, vigia, resiste, tenta
Manter-se pronta para o que vier.

Os ponteiros acompanha, atenta,
O fim é só o que quer,
A espera inebria, atormenta
Qual suave perfume de mulher.


(Ênio César de Moraes)

domingo, 15 de abril de 2012

Éramos seis
















Aos meus queridos irmãos


De repente, bate aquela saudade
Do tempo em que éramos só seis crianças
Sem malícia, sem medo, sem maldade.
Na mente, planos, sonhos, esperanças.

Desbravadores mirins da cidade:
Ponte Nova, travessuras, andanças...
Aos domingos, quanta felicidade:
Missa, Freshen-Up, sorvete... lembranças!

Onipresença, poder, liberdade,
Amizade, carinho, confiança,
Laços eternos de cumplicidade
De uma doce e memorável infância.

(Ênio César de Moraes) 

sábado, 3 de março de 2012

Contas e contos















À minha querida mãe



Em um caderno,
Seu fiel confidente,
Ela guardava seus dramas,
Seus planos, seus sonhos...
Compartilhava segredos.
Contava, em letras e em números,
Suas alegrias, seus medos, seus anseios.
Os anos se passaram,
O caderno-baú encheu-se,
Sentimentos transbordaram:
Realizações, frustrações, silêncios...
Das conquistas, perdeu as contas;
Das decepções, fez contos;
Da vida, fez poesia.
E o caderno-amigo,
Que nunca deixou de ser seu abrigo,
Ganhou o mundo em forma de livro!

(Ênio César de Moraes) 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Elegia













Desespero e coragem,
Combinação perigosa
Que nos leva a fazer bobagem,
Que nos dá uma força espantosa.

Desesperados sofrem, choram;
Corajosos sonham, fogem;
Corajosos desesperados matam;
Desesperados corajosos morrem.

(Ênio César de Moraes) 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal



















Nasceu longe, bem longe, uma criança
Que a história da humanidade mudou,
Trouxe ao mundo paz, e amor, e esperança
E grandes lições de vida deixou.

Foi mensagem de bem-aventurança,
O respeito, a bondade ensinou,
Legou desprendimento e confiança;
Aos ímpios e aos iníquos perdoou.

Seus nobres ensinamentos ressoam
No coração das pessoas de bem,
Que se alimentam da sua Paixão.

E a cada dezembro mais alto ecoam,
Nos lares, vilas, cidades e além,
Os doces sons do espírito cristão.

(Ênio César de Moraes) 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mulher

Ser mulher: privilégio ou martírio?
O dom da vida ante as dores do parto;
Choros, cólicas, sofrimento farto,
Mas a beleza de rosa, de lírio.

Só por você deixo, feliz, o idílio:
Faço as malas, e largo tudo e parto;
Enfrento desilusão, dor, infarto;
Entrego-me ao devaneio, ao delírio.

É do paradoxo o mais fino exemplo,
É a mais pura das contradições,
É, dos enigmas, o indecifrável:

Transmite a tranquilidade de um templo
E provoca um turbilhão de emoções;
Com seu tom perigosamente afável.

(Ênio César de Moraes) 

domingo, 28 de agosto de 2011

Poesia
















Poesia é de quem a escreve,
Mas também de quem a lê,
De quem a se abrir se atreve,
De quem nos versos se vê.

Poesia não tem dono,
Poesia não tem data,
Poesia não tem trono,
Poesia ata e desata.

Poesia é sentimento,
Poesia é distração,
Poesia é o momento
Em que fala o coração.

(Ênio César de Moraes) 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Esperança, a penúltima que morre

Extinta a última esperança,
Ainda nos resta a fé.
Qual a inocência da criança
Que até o impossível quer.

Esperança é sentimento
Dominado pela razão;
Fé, não, é alimento,
Pura “intuemoção”.

Com esperança,
Somos fortes, destemidos;
Com fé,
Somos invencíveis, temidos.

Sem esperança,
Somos fracos, vencidos;
Sem fé,
Somos vazios, desvalidos.

Com fé e esperança, somos a transfiguração do amor.
Amemos intensamente, sempre!

(Ênio César de Moraes) 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Tempos modernos














Amar é ter
Ter é ser
Ser é subir
Subir é transpor
Transpor é pisar
Pisar é crescer
Crescer é delinquir
Delinquir é impor
Impor é destruir
Destruir é conquistar
Conquistar é destruir
Destruir é impor
Impor é delinquir
Delinquir é crescer
Crescer é pisar
Pisar é transpor
Transpor é subir
Subir é ser
Ser é ter
Ter é amar!

(Ênio César de Moraes)